
Deixamos aqui duas perspectivas mais ou menos alinhadas relativamente aos resultados eleitorais na sequência das autárquicas de 11 de Outubro último. Abaixo constatamos a vontade política de Pedro Sobreiro recalcada e/ou disfarçada de cruzada cultural que é alinhada consigo próprio. Mais abaixo uma 2ª análise alinhada ao PSD, mas com algum realismo no que toca ao score dos demais agrupamentos políticos que se apresentaram às eleições locais.
Sobreiro, para ser coerente e consequente com ele próprio e com as populações do concelho de Marvão que diz defender, deveria, aquando as divergências estalaram com Vitor Frutuoso no início do mandato em 2005, ter-se demitido por discordar frontalmenete da sua fraca liderança; e agora, ter-se apresentado às eleições, politicamente enquadrado ou como independente, como outros fizeram.
Sobreiro não fez nem uma coisa nem outra, limita-se a criticar, criticar, criticar mas não passa disso. Teve o mérito de organizar a Almossassa - que serviu para cavalgar muitas ondas e alimentar essa tal cruzada cultural. Provavelmente já acumulou crítica suficiente no seu blog para escrever um livrinho e dá-lo à estampa, ou então tem agora o dever moral e a obrigação política, já que passa a vida a falar em ética, de se preparar no decurso destes quatro anos a fim de se apresentar às próximas eleições autárquicas bloqueando assim a forte possibilidade de Frutuoso fazer um 3º mandato consecutivo que a lei lhe confere.
Ou será que teremos mais críticas de Sobreiro no seu blog com muitas palavras ao vento e pouca acção!?
Força Pedro, atira-te ao jogo e vence o leãozinho da serra. Nessa tarefa até pode ser convocado o Bonito Dias cujo perfil se ajusta e tem a vantagem de dizer sempre bem de tudo e de todos, e por vezes é assim que se ganham eleições: agradando a gregos e a troianos. Agora uma coisa é certa: escrever só nos blogues é manifestamente escasso.
Terá que se mudar de agulhas se se quer substituir o elemento do PSD que hoje ocupa frouxamente o cargo e, por certo, irá fazer mais do mesmo. Ou seja: nada de relevante pelo concelho.
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No
Fórum Marvão encontra-se esta análise no rescaldo eleitoral:
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"Esta vitória foi também fruto da escolha mais acertada, pelo PSD, das pessoas que os marvanenses consideram que melhor as podem representar. Foi ainda a vitória do PSD local, ao não deixar que os seus lideres sejam impostos pelas estruturas distritais ou nacionais. Vítor Frutuoso tinha ganho esse direito nas urnas em 2005, tinha um mandato do povo, e só o povo de Marvão o podia rejeitar. Tal não aconteceu, por isso Vítor Frutuoso e a sua equipa estão de parabéns.
As restantes candidaturas perderam, porque as eleições ganham-se com votos, não se ganham com críticas "baratas", com folclores, nem com “marketing´s” manhosos. Ganham-se conhecendo bem os clientes a quem se dirigem, pois neste concelho as pessoas votam pela confiança que têm nos candidatos e não nos actores políticos do momento.
O Partido Socialista é o maior derrotado.
Em minha opinião, fruto de uma estratégia errada na escolha dos candidatos, imposta pela segunda vez, pelas estruturas partidárias exteriores ao concelho, e pela segunda vez sai derrotado. O PS precisa de reflectir em Marvão, porque o concelho precisa de um PS forte na oposição, para que o poder se sinta pressionado a melhorar o seu desempenho.
A candidatura de Madalena Tavares é a segunda derrotada, porque pôs a fasquia muito alta. Organizar uma candidatura independente a todos os órgãos autárquicos, não é tarefa fácil, e aí, esta candidatura fez um trabalho muito bom.
Só que para ganhar eleições em Marvão é preciso algo mais. Apesar de ter conseguido uma série de pessoas que “suaram a camisola”, algumas delas nunca se viram intervir socialmente na comunidade onde vivem! Aparecer apenas em altura de eleições a cargos remunerados?...
Quanto à sua líder,
Madalena Tavares, depois do que lhe fizeram nas últimas eleições, ao relegarem-na para segundo plano, era imprescindível que percorresse este caminho. Tinha que saber qual era o seu valor eleitoral. Fê-lo e perdeu, mas deu uma pedrada no charco! Agora sabe quanto vale: 18% em números redondos.
Quanto à candidatura do Movimento por Marvão, em minha opinião, foi um erro estratégico ter-se candidato a estas eleições, pois não tinha qualquer implantação concelhia. O MpM é composto por jovens com muitas capacidades e alguns conhecimentos. A sua intervenção deveria ficar-se, por agora, por uma intervenção social, como grupo de debate cívico, algo que falta em Marvão. Aliás o seu primeiro evento foi um êxito. Força rapazes e raparigas." (...)